13 de agosto de 2006

CRIAR AMBIENTE

Há anos que leio os artigos da Luísa Schmidt no EXPRESSO. Graças a ela fui abrindo os olhos para a destruição ambiental que os governos, um após outro, aceitam, quando não a promovem. Esta semana volta a falar do descalabro do litoral, além de um duvidoso negócio de instalação de uma Plataforma Não-sei-do-quê em terrenos agrícolas e de reserva ecológica na zona de Castanheira do Ribatejo.
Como os governos andam sempre a reboque dos jornais, nomeadamente do referido semanário, fico sempre admirado como é que tem sido possível ignorar os seus avisos e análises ao longo de todo este tempo. Mas, sim, foi possível. Ainda há margem para a surdez.
É por isso que Tróia avança nas condições em que avança e que uma cimenteira continua, como um cancro, em plena serra da Arrábida. Imagino que todos os ministros dirão a mesma coisa: "é difícil, ir contra os interesses instalados, ou direitos adquiritos, ou simplesmente contra uma pilha de dinheiro que pressiona, manipula e, se for preciso, acena com lugares na administração das suas empresas, quando a vocação para o serviço público acabar". Pois, de facto. Alguns de nós é que imaginávamos que eles tinham sido eleitos para isso.
Tal como na Cultura e na Educação, este governo tem uma prestação fraquíssima no Ambiente. Calculo que seja por "não se poder travar o progresso". Uma cavaquice, portanto.

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